segunda-feira, 8 de maio de 2017

Projeto de segurança local: Milícias populares.

A milícia de Cherán treina para um desfile

Muito se fala sobre segurança pública, o aumento do aparato policial, da repressão, penas mais duras etc. Todavia, nada se discute da participação das comunidades envolvidas diretamente na violência cotidiana.

A formação de milícias populares num primeiro momento, principalmente para quem nunca ouviu falar sobre o tema, parece algo de outro mundo, absurdo, porém, é uma intervenção muito mais eficaz e democrática do que qualquer ação repressiva por parte do atual Estado burguês.


Em países como o México, que vivem os mesmos problemas que nós, ou seja, são um narco-Estado, controlados territorialmente por agrupamentos criminosos que interagem entre si numa via de mão dupla, Estado (e todas as suas representações institucionais) e facções criminosas formam um elo único de ataque á população, sendo a mais pobre a que sofre os piores resultados disso.

Portanto, a organização de trabalhadores em prol da sua própria segurança, armados, decidindo as ações de autodefesa a serem tomadas de forma coletiva e sem interferência do aparato de repressão do Estado, sendo este em medida comprovada, corrupto e comprometido, com interesses não-populares, e sim de poder e financeiros, de terceiros.

A situação de violência seria fortemente diminuída e controlada pela classe que mais é a prejudicada e que tem o maior interesse na resolução do problema; os trabalhadores.


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