domingo, 7 de maio de 2017

A derrota da Frente Nacional e a vitória do Macron

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A Frente Nacional perdeu as eleições, mas tem conquistado e consolidado algo mais importante num primeiro momento do que o poder institucional, e, é construído a longo prazo; uma base social solida e coesa.

Ao longo desses últimos anos tem mantido um discurso firme contra a globalização e suas diversas manifestações negativas dentro da sociedade francesa, isso levou, inclusive, a que outros setores políticos se movimentassem ao redor dessa temática e consequentemente trouxessem, também, essa preocupação em seus respectivos programas políticos.

E também é possível apontar o crescimento, ainda que contraditório (historicamente falando), da inserção da FN entre os trabalhadores franceses, bairros operários, o que vem obrigando a esquerda mais radical a largar seu programa ''integracionista europeu'' e apontar para um caminho independente da UE, BCE e OTAN, assim como o KKE já faz na Grécia há muito tempo.

Os que comemoram dentro da esquerda a vitória do ''democrata'' Macron, devem abrir os olhos, pois, o que aguarda a classe trabalhadora na França é um projeto de terra arrasada do Estado de bem-estar social.

De um jeito ou de outro, o que a esquerda radical, verdadeiramente preocupada com a classe trabalhadora francesa tem que continuar apontando para uma guerra sem tréguas a qualquer medida de ataque á seus direitos mais básicos. Assim como fez com o Hollande.

Porque, independente de quem fosse eleito, a burguesia irá exigir esses cortes e o final (do que resta), dos direitos sociais trabalhistas conquistados com muito sangue e luta da classe trabalhadora.

A vitória do Macron representa um fôlego a mais à institucionalização democrático-burguesa na França, todavia, se o mesmo empreender o que consta no seu projeto politico, ele pode não chegar até o final do mandato.
Os tempos são outros, e uma nova aurora se avizinha.

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