segunda-feira, 30 de maio de 2016

Com aprovação de 54%, Stálin vira tema de campanha

Levantamento recente revelou que mais de metade dos russos apoiam atuação de ex-líder soviético, mas não viveriam na época. Imagem de Stálin será usada para atrair votos ao Partido Comunista na próxima campanha eleitoral de deputados.

Quando Iossef Stálin, um dos líderes mais controversos na história da URSS e da Rússia em geral, morreu em 1953, o povo soviético o via como um deus. Graças à propaganda soviética, todos adoravam Stálin: monumentos foram erguidos ainda em vida, havia canções sobre ele e várias cidades foram nomeadas em sua homenagem.
Após sua morte, o culto da personalidade se esvaiu rapidamente. O então novo líder, Nikita Khruschov, condenou as repressões stalinistas, que causaram a morte de milhões de pessoas inocentes, e iniciou um processo de ‘desestalinização’: começaram a ser retirados os monumentos a ele e os políticos evitavam seu nome.
Já durante a perestroika e após a queda da URSS, o silêncio foi substituído pela crítica. “A culpa de Stálin frente ao partido e ao povo por permitir a repressão massiva e a ausência de leis é enorme e imperdoável”, declarou o último presidente do regime soviético, Mikhail Gorbatchov, em um relatório datado de 1987.
A partir de então, os líderes pós-soviéticos condenaram repetidamente os crimes cometidos durante o período stalinista.
Desestalinização às avessas
Paralelamente à tendência registrada na política também percebe-se que novos monumentos a Stálin, ainda que pequenos, continuam a ser construídos na Rússia.
Em algumas cidades, desde 2012, retratos de Stálin são colocados em ônibus, os chamados ‘stalinobuses’, para celebrar do Dia da Vitória sobre os nazistas.
Um centro dedicado ao ex-líder soviético, análogo ao Centro-Iéltsin em Iekaterinburgo, foi recentemente aberto em Penza, a 640 quilômetros a sudeste de Moscou, com a proclamação de 2016 como o Ano de Stálin.
As iniciativas têm encontrado espaço na sociedade, segundo uma pesquisa realizada pelo instituto independente Centro Levada, em março de 2016: atualmente 54% dos russos acreditam que Stálin tenha desempenhado um papel positivo na história russa.
Trata-se do índice de aprovação mais alto desde que a pesquisa foi realizada pela primeira vez, em 2003. O número de russos que avaliavam de maneira positiva o governo de Stálin era menor até 2008 (39%), mas começou a crescer desde então.
A proporção dos russos que acreditam que as repressões stalinistas foram uma “necessidade política” também é maior do que antes: 26% dos entrevistados.
Segundo Aleksêi Makarkin, vice-presidente do Centro para Tecnologias Políticas, a ‘desestalinização’ não funcionou porque o regime capitalismo instaurado na década de 1990 está associado a inúmeras falhas e infortúnios.
“Durante a perestroika Stálin foi duramente criticado e seus crimes viram à tona, isso causou grande comoção. Agora, a perestroika é percebida como uma época de erros e falhas, e as pessoas aplicam a lógica ao contrário: ‘como a perestroika critica Stálin, devemos supor que ele era bom’”, disse o especialista à Gazeta Russa.
Segundo Makarkin, a principal razão para a popularidade de Stálin é também a vitória na Segunda Guerra Mundial. “Stálin era o comandante supremo. Na sociedade russa o culto da vitória é muito forte, e no imaginário coletivo não se pode ignorar o papel desempenhado pelo homem que comandava o Exército”, explica.
Outros sucessos da era de Stálin também podem ser adicionados a essa lista, acredita Makarkin. “Na consciência dos stalinistas foi ele quem promoveu a industrialização do país, construiu fábricas e anexou novos territórios”, afirma.
“Atualmente, na Rússia, prevalece a abordagem pragmática para a história, e não moral. Se é capaz de aumentar o país, você é um líder bem-sucedido”, arremata.
Protesto simbólico
De acordo com o analista político e professor do Instituto de Relações Internacionais de Moscou, Valéri Solovei, ao afirmar que sentem simpatia por Stálin, as pessoas não querem dizer que gostariam de ter vivido em seu tempo. “Todo mundo quer Stálin para o outro, mas não para si mesmo”, diz o observador.
As estatísticas confirmam as palavras de Solovei. O recente levantamento do Centro Levada, por exemplo, mostra que, apesar do grande número de simpatizantes por Stálin, apenas 23% dos russos gostariam de viver e trabalhar sob o seu regime.
“A imagem de Stálin é de um líder modesto que se veste com um casaco simples. Em um momento em que as elites parecem se corromper, muitos veem o líder soviético como um modelo de honestidade”, aponta Makarkin.
A mesma opinião é exposta por Solovei. “A expressão de amor por Stálin é um protesto simbólico, um desejo de recuperar uma mão firme para restaurar a ordem.”
Promessa nas eleições
As próximas eleições para a Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento russo) serão realizadas em setembro de 2016, e os representantes do Partido Comunista, o segundo maior no Parlamento atualmente, já declararam que pretendem usar a imagem de Stálin em sua campanha para “atrair um maior número de votos”.
Os planos, definidos por especialistas como uma “boa estratégia”, pretendem angariar apoio de pessoas nostálgicas em relação à URSS. “O eleitorado do Partido Comunista tem uma opinião favorável sobre Stálin”, diz Makarkin, antes de acrescentar que “isso poderá ter algum efeito sobre eles e mobilizá-los”.
A intenção dos comunistas causou grande indignação nos setores mais liberais da sociedade russa, para quem Stálin é o arquiteto das repressões que mataram, segundo a ONG de defesa dos direitos humanos Memorial, entre 11 e 39 milhões de pessoas.
“Mesmo assim, o escândalo irá só beneficiar os comunistas”, dispara Solovei. “Stálin irá angariar votos, simpatia e visibilidade. E aqueles contrários a ele não votariam para o Partido Comunista, assim, a sigla não está perdendo nenhum voto.”
O maior obstáculo para os comunistas pode ser, entretanto, um projeto de lei proposto por deputados do Partido Democrata-Liberal que proíbe, durante a campanha eleitoral, a utilização da imagem de pessoas mortas. Segundo os autores, a iniciativa não tem relação direta com os planos do Partido Comunista, mas, se for aprovada, a sigla terá que inventar um novo slogan para a campanha deste ano.

domingo, 29 de maio de 2016

Executivo Basco mostra no Facebook como são os supermercados da classe alta em Caracas:Não falta nada.

Agostinho Otxotorena é um executivo Basco residente em Caracas, que recentemente, há pouco mais de uma semana, está cansado de seus amigos e parentes em Espanha todos os dias chamá-lo para lhe dizer que na Venezuela não há comida e viviam em níveis semelhantes de pobreza Somália ou da Etiópia aqueles na continente Africano.


Assim, em 20 de maio, ele começou a publicar em sua página pessoal  no Facebook uma série de fotografias dos supermercados e lojas de alimentos de setores da classe média alta da capital venezuelana, residente em algumas áreas do leste de Caracas e, especialmente, do sudeste .

Sua primeira conclusão é que se trata de dois países onde ainda "há muitas pessoas que têm um mau momento e que não recebe o dinheiro para viver", há "uma alta classe que vive em padrões de vida  superiores ao europeu, riqueza mal repartida''.

"Se você tem dinheiro, tem Whisky 18 anos, Exquisite Ron Venezolano, Champagne francês, russo ou suecos vodka, chocolates belgas, carnes saborosas, lagosta, roupas de marca, restaurantes exclusivos, discotecas espetaculares, praias com iates, clubes de golfe, equitação, tênis, futebol e todo um país dentro de outro país onde não há pobres, as mulheres e as crianças são loiros, ir para as escolas exclusivas, universidades exclusivos, e se divertir em Turtle Island ou Arquipélago de Los Roques, onde apenas os negros ou pobres são os garçons, serviço ou a segurança ", explica precisamente em uma das galerias postadas no site.

Ele acrescenta que "o universo de Tintori e seus acólitos há falta com precisão. E não há um êxodo como os gnus na Serenguetti para fugir do país, os aeroportos não estão colapsados de famílias da classe alta para fugir do país . O rico e acomodados seguem em suas casas, em seus bairros, que não são despovoadas, precisamente. "

Em seus comentários Otxotorena explica que existe um setor privado que joga com a escassez, e ele não se importa em vender menos ou não vender, como há uma alta concentração da oferta e sei que eles vão voltar para recuperar o mercado quando se deem as condições são eles eles querem.

''E eu estou cansado das mentiras'' escreveu em letras maiúsculas em um dos post mais recente, acrescentando: "Por certo, se alguém pensa que, como eu vivo aqui estou me alimentando de comer pombos e cães vadios, como vem se espalhando por algum desgraçado, aceito ajuda humanitária  para enviar dinheiro como caridade e outras coisas para outras pessoas ... Eu prometo imagens pimplandome um bom Rioja e um prato de jabugo às suas custas. "


























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quinta-feira, 26 de maio de 2016

Quais fatores impulsionam o crescimento da extrema-direita na Europa ?


Dois fatores são pilares do ascenso da extrema-direita na Europa:

1) O corte nos direitos e a destruição do Estado de Bem-Estar Social

2) O fluxo de imigrantes nesses países.



Porque esses grupos não cresceram na década de 70,80,90 ou inicio dos anos 2000 nesses países(Suécia, Noruega, Dinamarca, França etc) ? Justamente pelo fato de que apesar de manter um certo fluxo de imigração, o Estado de Bem-Estar social estava preservado, pois havia crescimento econômico.

Até aquele momento não existia grandes cortes nos direitos trabalhistas, salariais, aposentadorias, saúde e educação pública etc. Muito pelo contrário, mesmo no inicio dos anos 2000, apesar de modificações, em grande parte desses países que vivem o crescimento da estrema-direita isso ainda estava preservado.

Pós crise de 2008 já muda o cenário, além de uma crise econômica profunda, provocada pela especulação financeira e o parasitismo rentista, há deposições de presidentes pelo imperialismo, como já havia ocorrido no Iraque(destruiu o país até hoje), se repete na Líbia( destruiu e dividiu o país em pedaços) e a tentativa na Síria(que dura até o momento, desencadeando uma guerra civil), aumentando exponencialmente o fluxo migratório.

Ao mesmo tempo em que programas neoliberais, ou seja, a completa destruição do Bem-Estar social é colocada em pratica.


Diante desses acontecimentos o que a extrema-direita faz ?
Ela sorrateiramente, como sempre, faz uma ligação diferente do que é na realidade. Diz que o aumento da entrada de imigrantes é a causa da deterioração econômica e social do país, e consequentemente dos direitos sociais, que o governo estaria sendo obrigado a fazer isso por conta dos imigrantes. Seria também propostas desses governos, os social-democratas, aumentar o número de imigrantes no país para diminuir os salários dos trabalhadores nacionais.

Ou seja, a proposta da extrema-direita é: O único jeito de resolver a situação seria impedir a entrada de imigrantes, deportar os que já entraram, e perseguir os que ficarem. Porém economicamente, em nenhum momento dos seus respectivos programas propõem a ruptura com a ordem econômica vigente, e seus pilares de funcionamento. Que são: Pagamentos da divida pública, resgaste dos bancos, especulação financeira, privatizações e a consequente diminuição dos investimentos públicos em contrapartida dos aumentos dos empréstimos aos monopólios privados, de bancos e multinacionais.
O que mostra ser uma bravata e que apesar do discurso ''anti status quo'', apenas servem as circunstâncias do momento, e as vontades de certos setores que seriam favorecidos da burguesia.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Invasões e golpes dos EUA pelo mundo – três séculos

[Por Chico Villela]
Reprodução de levantamento feito por Alberto da Silva Jones, publicado em 2007 no site do Centro de Mídia Independente / Brasil:

Entre as várias invasões e agressões cometidas pelas forças armadas dos EUA nos séculos XIX, XX e XXI, destacam-se:
1846/1848 - México - Por causa da anexação, pelos EUA, da República do Texas;

1890 - Argentina - Tropas desembarcam em Buenos Aires para defender interesses econômicos americanos;

1891 - Chile - Fuzileiros Navais esmagam forças rebeldes nacionalistas;

1891 - Haiti - Tropas debelam a revolta de operários negros na ilha de Navassa, 
reclamada pelos EUA;

1893 - Hawai - Marinha enviada para suprimir o reinado independente e anexar o Hawaí aos EUA;

1894 - Nicarágua - Tropas ocupam Bluefields, cidade do mar do Caribe, durante um mês;


1894/1895 - China - Marinha, Exército e Fuzileiros desembarcam no país durante a guerra sino-japonesa;

1894/1896 - Coréia - Tropas permanecem em Seul durante a guerra;

1895 - Panamá - Tropas desembarcam no porto de Corinto, província Colombiana;

1898/1900 - China - Tropas ocupam a China durante a Rebelião Boxer;

1898/1910 - Filipinas - Luta pela independência do país, dominado pelos EUA (Massacres realizados por tropas americanas em Balangica, Samar, 27/09/1901, e Bud Bagsak, Sulu, 11/15/1913; 600.000 filipinos mortos;

1898/1902 - Cuba - Tropas sitiaram Cuba durante a guerra hispano-americana;

1898 - Porto Rico - Tropas sitiaram Porto Rico na guerra hispano-americana, hoje 'Estado Livre Associado' dos Estados Unidos;

1898 - Ilha de Guam - Marinha desembarca na ilha e a mantêm como base naval até hoje;

1898 - Espanha - Guerra Hispano-Americana - Desencadeada pela misteriosa explosão do encouraçado Maine, em 15 de fevereiro, na Baía de Havana. Esta guerra marca o surgimento dos EUA como potência capitalista e militar mundial;

1898 - Nicarágua - Fuzileiros Navais invadem o porto de San Juan del Sur;

1899 - Ilha de Samoa - Tropas desembarcam e invadem a Ilha em conseqüência de conflito pela sucessão do trono de Samoa;

1899 - Nicarágua - Tropas desembarcam no porto de Bluefields e invadem a Nicarágua (2ª vez);

1901/1914 - Panamá - Marinha apóia a revolução quando o Panamá reclamou independência da Colômbia; tropas americanas ocupam o canal em 1901, quando teve início sua construção;

1903 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam em Honduras e intervêm na revolução do povo hondurenho;

1903/1904 - República Dominicana - Tropas atacaram e invadiram o território dominicano para proteger interesses do capital americano durante a revolução;

1904/1905 - Coréia - Fuzileiros Navais dos Estados Unidos desembarcaram no território coreano durante a guerra russo-japonesa;

1906/1909 - Cuba -Tropas dos Estados Unidos invadem Cuba e lutam contra o povo cubano durante período de eleições;

1907 - Nicarágua - Tropas invadem e impõem a criação de um protetorado, sobre o território livre da Nicarágua;

1907 - Honduras - Fuzileiros Navais desembarcam e ocupam Honduras durante a guerra de Honduras com a Nicarágua;

1908 - Panamá - Fuzileiros invadem o Panamá durante período de eleições;

1910 - Nicarágua - Fuzileiros navais desembarcam e invadem pela 3ª vez Bluefields e Corinto, na Nicarágua;

1911 - Honduras - Tropas enviadas para proteger interesses americanos durante a guerra civil invadem Honduras;

1911/1941 - China - Forças do exército e marinha dos Estados Unidos invadem mais uma vez a China durante período de lutas internas repetidas;

1912 - Cuba - Tropas invadem Cuba com a desculpa de proteger interesses americanos em Havana;

1912 - Panamá - Fuzileiros navais invadem novamente o Panamá e ocupam o país durante eleições presidenciais;

1912 - Honduras - Tropas norte americanas mais uma vez invadem Honduras para proteger interesses do capital americano;

1912/1933 - Nicarágua - Tropas dos Estados Unidos com a desculpa de combaterem guerrilheiros invadem e ocupam o país durante 20 anos;

1913 - México - Fuzileiros da Marinha invadem o México com a desculpa de evacuar cidadãos americanos durante a revolução;

1913 - México - Durante a revolução mexicana, os Estados Unidos bloqueiam as fronteiras mexicanas;

1914/1918 - Primeira Guerra Mundial - EUA entram no conflito em 6 de abril de 1917 declarando guerra à Alemanha. As perdas americanas chegaram a 114 mil homens;

1914 - República Dominicana - Fuzileiros navais da Marinha dos Estados invadem o solo dominicano e interferem na revolução em Santo Domingo;

1914/1918 - México - Marinha e exército invadem o território mexicano e interferem na luta contra nacionalistas;

1915/1934 - Haiti - Tropas americanas desembarcam no Haiti, em 28 de julho, e transformam o país numa colônia americana, permanecendo lá durante 19 anos;

1916/1924 - República Dominicana - Os EUA invadem e estabelecem governo militar na República Dominicana, em 29 de novembro, ocupando o país durante oito anos;

1917/1933 - Cuba - Tropas desembarcam em Cuba e transformam o país num protetorado econômico americano, permanecendo essa ocupação por 16 anos;

1918/1922 - Rússia - Marinha e tropas enviadas para combater a revolução bolchevista. O Exército realizou cinco desembarques, sendo derrotado pelos russos em todos eles;

1919 - Honduras - Fuzileiros desembarcam e invadem mais uma vez o país durante eleições, colocando no poder um governo a seu serviço;

1918 - Iugoslávia - Tropas dos Estados Unidos invadem a Iugoslávia e intervêm ao lado da Itália contra os sérvios na Dalmácia;

1920 - Guatemala - Tropas invadem e ocupam o país durante greve operária do povo da Guatemala;

1922 - Turquia - Tropas invadem e combatem nacionalistas turcos em Smirna;
1922/1927 - China - Marinha e Exército mais uma vez invadem a China durante revolta nacionalista;

1924/1925 - Honduras - Tropas dos Estados Unidos desembarcam e invadem Honduras duas vezes durante eleição nacional;

1925 - Panamá - Tropas invadem o Panamá para debelar greve geral dos trabalhadores panamenhos;

1927/1934 - China - Mil fuzileiros americanos desembarcam na China durante a guerra civil local e permanecem durante sete anos ocupando o território;

1932 - El Salvador - Navios de Guerra dos Estados Unidos são deslocados durante a revolução das Forças do Movimento de Libertação Nacional - FMLN - 
comandadas por Marti;


1939/1945 - II Guerra Mundial - Os EUA declaram guerra ao Japão em 8 de dezembro de 1941 e depois a Alemanha e Itália, invadindo o Norte da África, a Ásia e a Europa, culminando com o lançamento das bombas atômicas sobre as cidades desmilitarizadas de Iroshima e Nagasaki;

1946 - Irã - Marinha americana ameaça usar artefatos nucleares contra tropas soviéticas caso as mesmas não abandonem a fronteira norte do Irã;
1946 - Iugoslávia - Presença da marinha ameaçando invadir a zona costeira da Iugoslávia em resposta a um avião espião dos Estados Unidos abatido pelos soviéticos;

1947/1949 - Grécia - Operação de invasão de Comandos dos EUA garantem vitória da extrema direita nas "eleições" do povo grego;

1947 - Venezuela - Em um acordo feito com militares locais, os EUA invadem e derrubam o presidente eleito Rómulo Gallegos, como castigo por ter aumentado o preço do petróleo exportado, colocando um ditador no poder;

1948/1949 - China - Fuzileiros invadem pela ultima vez o território chinês para evacuar cidadãos americanos antes da vitória comunista;

1950 - Porto Rico - Comandos militares dos Estados Unidos ajudam a esmagar a revolução pela independência de Porto Rico, em Ponce;

1951/1953 - Coréia - Início do conflito entre a República Democrática da Coréia (Norte) e República da Coréia (Sul), na qual cerca de 3 milhões de pessoas morreram. Estados Unidos são um dos principais protagonistas da invasão usando como pano de fundo a recém criada Nações Unidas, ao lado dos sul-coreanos. A guerra termina em julho de 1953 sem vencedores e com dois estados polarizados: comunistas ao norte e um governo pró-americano no sul. Os EUA perderam 33 mil homens e mantém até hoje base militar e aero-naval na Coréia do Sul;

1954 - Guatemala - Comandos americanos, sob controle da CIA, derrubam o presidente Arbenz, democraticamente eleito, e impõem uma ditadura militar no país. Jacobo Arbenz havia nacionalizado a empresa United Fruit e impulsionado a reforma agrária;

1956 - Egito - O presidente Nasser nacionaliza o canal de Suez. Tropas americanas se envolvem durante os combates no Canal de Suez sustentados pela Sexta Frota dos EUA. As forças egípcias obrigam a coalizão franco-israelense-britânica, a retirar-se do canal;

1958 - Líbano - Forças da Marinha invadem apóiam o exército de ocupação do Líbano durante sua guerra civil;

1958 - Panamá - Tropas dos Estados Unidos invadem e combatem manifestantes nacionalistas panamenhos;

1961/1975 - Vietnã. Aliados ao sul-vietnamitas, o governo americano invade o Vietnã e tenta impedir, sem sucesso, a formação de um estado comunista, unindo o sul e o norte do país. Inicialmente a participação americana se restringe a ajuda econômica e militar (conselheiros e material bélico). Em agosto de 1964, o congresso americano autoriza o presidente a lançar os EUA em guerra. Os Estados Unidos deixam de ser simples consultores do exército do Vietnã do Sul e entram num conflito traumático, que afetaria toda a política militar dali para frente. A morte de quase 60 mil jovens americanos e a humilhação imposta pela derrota do Sul em 1975, dois anos depois da retirada dos Estados Unidos, moldou a estratégia futura de evitar guerras que impusessem um custo muito alto de vidas americanas e nas quais houvesse inimigos difíceis de derrotar de forma convencional, como os vietcongues e suas táticas de guerrilhas;

1962 - Laos - Militares americanos invadem e ocupam o Laos durante guerra civil contra guerrilhas do Pathet Lao;

1964 - Panamá - Militares americanos invadiram mais uma vez o Panamá e mataram 20 estudantes, ao reprimirem a manifestação em que os jovens queriam trocar, na zona do canal, a bandeira americana pela bandeira de seu país;

1965/1966 - República Dominicana - Trinta mil fuzileiros e pára-quedistas desembarcaram na capital do país, São Domingo, para impedir a nacionalistas panamenhos de chegarem ao poder. A CIA conduz Joaquín Balaguer à presidência, consumando um golpe de estado que depôs o presidente eleito Juan Bosch. O país já fora ocupado pelos americanos de 1916 a 1924;
1966/1967 - Guatemala - Boinas Verdes e marines invadem o país para combater movimento revolucionário contrário aos interesses econômicos do capital americano;

1969/1975 - Camboja - Militares americanos enviados depois que a Guerra do Vietnã invadem e ocupam o Camboja;

1971/1975 - Laos - EUA dirigem a invasão sul-vietnamita bombardeando o território do vizinho Laos, justificando que o país apoiava o povo vietnamita em sua luta contra a invasão americana;

1975 - Camboja - 28 marines americanos são mortos na tentativa de resgatar a tripulação do petroleiro estadunidense Mayaquez;

1980 - Irã - Na inauguração do estado islâmico formado pelo Aiatolá Khomeini, estudantes que haviam participado da Revolução Islâmica do Irã ocuparam a embaixada americana em Teerã e fizeram 60 reféns. O governo americano preparou uma operação militar surpresa para executar o resgate, frustrada por tempestades de areia e falhas em equipamentos. Em meio à frustrada operação, oito militares americanos morreram no choque entre um helicóptero e um avião. Os reféns só seriam libertados um ano depois do seqüestro, o que enfraqueceu o então presidente Jimmy Carter e elegeu Ronald Reagan, que conseguiu aprovar o maior orçamento militar em época de paz até então;

1982/1984 - Líbano - Estados Unidos invadiram o Líbano e se envolveram nos conflitos no país logo após a invasão por Israel - e acabaram envolvidos na guerra civil que dividiu o país. Em 1980, os americanos supervisionaram a retirada da Organização pela Libertação da Palestina de Beirute. Na segunda intervenção, 1.800 soldados integraram uma força conjunta de vários países, que deveriam restaurar a ordem após o massacre de refugiados palestinos por libaneses aliados a Israel. O custo para os americanos foi a morte 241 fuzileiros navais, quando os libaneses explodiram um carro bomba perto de um quartel das forças americanas;

1983/1984 - Ilha de Granada - Após um bloqueio econômico de quatro anos a CIA coordena esforços que resultam no assassinato do 1º Ministro Maurice Bishop. Seguindo a política de intervenção externa de Ronald Reagan, os Estados Unidos invadiram a ilha caribenha de Granada alegando prestar proteção a 600 estudantes americanos que estavam no país, as tropas eliminaram a influência de Cuba e da União Soviética sobre a política da ilha;

1983/1989 - Honduras - Tropas enviadas para construir bases em regiões próximas à fronteira invadem o Honduras;

1986 - Bolívia - Exército invade o território boliviano na justificativa de auxiliar tropas bolivianas em incursões nas áreas de cocaína;

1989 - Ilhas Virgens - Tropas americanas desembarcam e invadem as ilhas durante revolta do povo do país contra o governo pró-americano;

1989 - Panamá - Batizada de Operação Causa Justa, a intervenção americana no Panamá foi provavelmente a maior batida policial de todos os tempos: 27 mil soldados ocuparam a ilha para prender o presidente panamenho, Manuel Noriega, antigo ditador aliado do governo americano. Os Estados Unidos justificaram a operação como sendo fundamental para proteger o Canal do Panamá, defender 35 mil americanos que viviam no país, promover a democracia e interromper o tráfico de drogas, que teria em Noriega seu líder na América Central. O ex-presidente cumpre prisão perpétua nos Estados Unidos.

1990 - Libéria - Tropas invadem a Libéria justificando a evacuação de estrangeiros durante guerra civil;

1990/1991 - Iraque - Após a invasão do Iraque ao Kuwait, em 2 de agosto de 1990, os Estados Unidos, com o apoio de seus aliados da Otan, decidem impor um embargo econômico ao país, seguido de uma coalizão anti-Iraque (reunindo além dos países europeus membros da Otan, o Egito e outros países árabes) que ganhou o título de "Operação Tempestade no Deserto". As hostilidades começaram em 16 de janeiro de 1991, um dia depois do fim do prazo dado ao Iraque para retirar tropas do Kuwait. Para expulsar as forças iraquianas do Kuwait, o então presidente George Bush destacou mais de 500 mil soldados americanos para a Guerra do Golfo;

1990/1991 - Arábia Saudita - Tropas americanas destacadas para ocupar a Arábia Saudita que era base militar na guerra contra Iraque;

1992/1994 - Somália - Tropas americanas, num total de 25 mil soldados, invadem a Somália como parte de uma missão da ONU para distribuir mantimentos para a população esfomeada. Em dezembro, forças militares norte-americanas (comando Delta e Rangers) chegam a Somália para intervir numa guerra entre as facções do então presidente Ali Mahdi Muhammad e tropas do general rebelde Farah Aidib. Sofrem uma fragorosa derrota militar nas ruas da capital do país;

1993 - Iraque - No início do governo Clinton é lançado um ataque contra instalações militares iraquianas em retaliação a um suposto atentado, não concretizado, contra o ex-presidente Bush, em visita ao Kuwait;

1994/1999 - Haiti - Enviadas pelo presidente Bill Clinton, tropas americanas ocuparam o Haiti na justificativa de devolver o poder ao presidente eleito Jean-Betrand Aristide, derrubado por um golpe, mas o que a operação visava era evitar que o conflito interno provocasse uma onda de refugiados haitianos nos Estados Unidos;

1996/1997 - Zaire (ex-República do Congo) - Fuzileiros Navais americanos são enviados para invadir a área dos campos de refugiados Hutus;

1997 - Libéria - Tropas dos Estados Unidos invadem a Libéria justificando a necessidade de evacuar estrangeiros durante guerra civil sob fogo dos rebeldes;

1997 - Albânia - Tropas invadem a Albânia para evacuar estrangeiros;

2000 - Colômbia - Marines e "assessores especiais" dos EUA iniciam o Plano Colômbia, que inclui o bombardeamento da floresta com um fungo transgênico fusarium axyporum (o "gás verde");

2001 - Afeganistão - Os EUA bombardeiam várias cidades afegãs, em resposta ao ataque terrorista ao World Trade Center em 11 de setembro de 2001. Invadem depois o Afeganistão onde estão até hoje;

2003 - Iraque - Sob a alegação de Saddam Hussein esconder armas de destruição e financiar terroristas, os EUA iniciam intensos ataques ao Iraque. É batizada pelos EUA de "Operação Liberdade do Iraque" e por Saddam de "A Última Batalha", a guerra começa com o apoio apenas da Grã-Bretanha, sem o endosso da ONU e sob protestos de manifestantes e de governos no mundo inteiro. As forças invasoras americanas até hoje estão no território iraquiano, onde a violência aumentou mais do que nunca.

* Na América Latina, África e Ásia, os Estados Unidos invadiam países ou para depor governos democraticamente eleitos pelo povo, ou para dar apoio a ditaduras criadas e montadas pelos Estados Unidos, tudo em nome da "democracia" (deles).
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OBS DA PAGINA: Ainda falta nessa classificação a Libia, Siria e Ucrânia, que direta e indiretamente o imperialismo agiu, seja por seus próprios soldados ou por financiamentos a terroristas internos.



Pesquisas revelam preferência de 50% dos russos por economia planificada e Stálin



De acordo com uma pesquisa divulgada no final de abril pelo instituto independente Centro Levada, metade dos cidadãos russos disseram preferir voltar à União Soviética. Além disso, essa mesma parcela estaria disposta a retornar ao sistema socialista com todos os seus atributos, entre eles economia planificada e um líder como Stálin.


Praticamente um a cada dois russos (52%) se disse apto a mudar as relações de mercado e propriedade privada por uma economia planificada e distribuída pelo Estado, e quase a mesma porcentagem (54%) demonstrou sentimentos positivos em relação ao líder soviético Iossef Stálin, “elogiado por sua inteligência”.
Em outubro passado, metade da população já havia apontado a necessidade de um Exército forte, em uma pesquisa realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa de Opinião Pública (VTsIOM), uma vez que 48% dos entrevistados disseram acreditar em uma “possível invasão militar”.
Não é à toa que o número de apoiadores da censura da internet e de um maior controle aos sites de notícias estrangeiras também aumenta no país. A ideia de segurança aparece acima de tudo, “tanto que um a cada dois cidadãos até concorda com o retorno do contingente militar à Síria”, mostram os dados do VTsIOM.
Paralelamente, metade dos cidadãos não têm boa opinião sobre os líderes nos últimos dias da União Soviética ou após sua queda: 47% acreditam que o primeiro e único presidente da URSS, Mikhail Gorbatchov, não fez “nada de bom pelo país”, e o primeiro presidente da Rússia, Boris Iéltsin, seria culpado pela então crise (50%).

sábado, 14 de maio de 2016

Quem foi José Martí?



 “Os grandes direitos não se compram com lágrimas — mas com sangue. [...] Que futuro sombrio o da nossa terra se abandonamos a seu próprio esforço os bravos que lutam e não nos unimos para auxiliar [...]. Antes de abrandar o esforço de fazer a pátria livre e próspera, o mar do sul se unirá ao mar do norte, e nascerá uma serpente do ovo da águia”.Em 1953, em seu histórico "A História me absolverá", Fidel Castro Ruz, ao descrever as dificuldades e a censura a ele impostas na prisão, afirmava "(...)Da mesma forma se proibiu que chegassem em minhas mãos os livros de Martí; parece que a censura da prisão os considera muito subversivos. Será que é porque eu digo que Martí era o autor intelectual do 26 de Julho? [...]. Não importa! Trago no coração as doutrinas do maestro e no pensamento os nobres ideais de todos os homens que defenderam a liberdade dos povos”.

José Julián Martí y Pérez nasceu em Havana em 1853. Quando tinha apenas 15 anos, eclode uma rebelião pela independência da ilha, conhecida como Grito de Yara, liderada por Carlos Manuel de Céspedes (1819-1894), advogado e dono de terras cubano que teria libertado seus escravos e desafiado o poderio espanhol. A partir de então, começa a luta pela Independência que dura muitas décadas, destacando três principais guerras: a Grande Guerra ou Guerra dos Dez Anos (1868-1878); a Guerra Chiquita (1879-1880); a Guerra Hispano-Cubana ou Guerra Chica (1895-1898).

Com apenas 16 anos, José Martí iniciou seus trabalhos jornalísticos, publicando artigos contra o colonialismo. Com essa idade é condenado a seis anos de prisão, acusado de subversão. De início fica preso em uma pedreira fazendo trabalho forçado, mas depois é enviado para a Espanha. Em decorrência das correntes do presídio desenvolve um sarcocele que o acompanhará durante grande parte da vida.

Mesmo longe de sua terra, não abandonou seu espírito revolucionário, continuou produzindo artigos e divulgando suas ideais antiimperialistas.  Por complicações de saúde, Martí vai para Madrid, onde realiza diversas cirurgias e acompanha de perto a Proclamação da República na Espanha (1873). Nesse contexto, escreve seu artigo “A Revolução Espanhola diante da Revolução Cubana“, em que acusava os espanhóis de apresentarem uma política contraditória: em seu país defendiam ideais de liberdade, de formação de uma república, que eram negadas às suas colônias. Apesar dos problemas de saúde e financeiros, em 1874 se forma em Direito Civil e Canônico, Filosofia e Letras na Universidade de Zaragoza.

Em 1875 ruma para o México, com o objetivo de ajudar no sustento de sua família e para se aproximar de Cuba. É lá que tem maior contato com a população de cultura indígena, e partir disso, intensifica sua reflexão sobre a questão racial e a luta contra o racismo.

“Depois de ferir seu espírito de homem, já não sobra ao índio dos campos mais que costas para levar as cargas da igreja, para pagar tributo aos caciques, para comprar as telas do espanhol”(1)

Em 1878, a primeira guerra de Independência terminava, os dois lados afirmavam o Pacto de Zanjón(2), e assim Martí pôde regressar a Cuba. Une-se ao Comitê Revolucionário Cubano, fundado por Calixto Garcia(3). Um ano depois, é acusado de conspiração e novamente é deportado para Espanha, não podendo participar da Guerra Chiquita. Logo depois, consegue ir para os Estados Unidos, onde organiza em Nova York um Comitê Revolucionário Cubano. No dia 24 de janeiro de 1880, José Martí realiza seu primeiro discurso nos EUA, fazendo um chamado pela união de todas as forças revolucionárias, no qual afirma:


Se no período inicial em terras yanques Martí expressava certa admiração, mais tarde não pôde se calar, frente a ameaça que via crescer diariamente: "Da nossa sociologia e de suas leis pouco se sabe, tão precisas como essa outra: Os povos da América são mais livres e prósperos à medida que se afastarem dos Estados Unidos”.
Em 1881, viaja para Venezuela, com a influência das ideias de Simón Bolívar, passa a defender ainda mais uma identidade latino-americana.

Estátua de José Martí segurando o menino Elian frente a atual embaixada dos Estados Unidos em Cuba.
Criticava o costume dos jovens ricos a copiar a cultura do exterior e debatia a importância de uma transformação cultural. Dizia aos jovens que deixassem “as calças da Inglaterra, o colete parisiense, o jaquetão da América do Norte e o Chapelão da Espanha”.

Em seguida, Martí é nomeado presidente interino da Comitê Revolucionário Cubano e com o tempo se torna um líder para a comunidade dos exilados em função das guerras independentistas. Nessas batalhas, de caráter popular, 80% dos soldados eram negros, entre eles muitos mambíses, escravos libertos(5).



Em 1892, nos Estados Unidos, com Maceo e Gómez, Martí funda o Partido Revolucionário Cubano, propondo a libertação de Cuba e de Porto Rico.

Redigem em 1895 um documento denominado “O Partido Revolucionário Cubano à Cuba”, conhecido também como “Manifesto de Montecristi”. Nele apresentam as propostas para a insurreição.

No mesmo ano, quando Martí regressava a Cuba numa embarcação vinda do Haiti é surpreendido pelo ataque de cerca de 600 soldados espanhóis, e assim, em 19 de maio, é baleado e morto. O intelectual humanista e democrata morria no campo de batalha.

Sobre esse homem, destacou Ernesto "Che" Guevara certa vez: “Martí foi o mentor direto da nossa Revolução, o homem cuja palavra se recorria sempre para dar a interpretação justa dos fenômenos históricos que estávamos vivendo e o homem cuja palavra e cujo exemplo havia que recordar cada vez que se quisesse dizer ou fazer algo transcendente nesta Pátria... porque José Martí é muito mais que cubano: é americano; pertence a todos os vinte países de nosso continente e sua voz se escuta e se respeita não só aqui em Cuba, mas em toda América”.

José Martí viveu apenas 42 anos, mas, mais de um século depois ainda é lembrado e admirado por aqueles que sustentam a luta de seu povo por sua auto-determinação e contra o imperialismo.

Foi poeta, escritos, orador e jornalista, e assim, iluminou e ilumina o caminho de outros muitos revolucionários e heróis latino americanos.

De seu pensamento e ação se destacam a denúncia das consequências do imperialismo nascente nos Estados Unidos para toda a América, a unidade capaz de aglutinar os combatentes revolucionários e o exemplo de conduta e entrega a causa da libertação nacional.

“O verdadeiro homem não busca o lado que se vive melhor, mas sim o lado que está o dever; e esse é o verdadeiro homem, o único homem prático, cujo sonho de hoje será a lei de amanhã, porque ele que pôs os olhos nas entranhas universais, e viu ferver os povos, ardentes e ensanguentados, no caldeirão dos séculos sabe que no futuro fez a diferença, está do lado do dever”
José Martí, En Hardman Hall, Nueva York, 10 de octubre de 1890

NOTAS:

(1) Trecho do texto de Martí - Pátria e Liberdade - em que denuncia as condições das quais os índios eram vítimas

(2) Acordo que, dentre outras coisas, concedeu anistia aos exilados políticos

(3) General de destaque que combateu na Guerra dos Dez Anos

(4) Publicado por Martí no jornal Patria, Nova York, 1894.

(5) Mambises é uma palavra de origem creole, lingua falada no Haiti. Com o tempo, a expressão “mambí” se tornaram sinônimo de “soldado do Exército Libertador”  ou ainda “Defensor da Causa da Independência”.