sábado, 5 de março de 2016

O dia em que os E.U.A mandaram roubar um MIG-15 Soviético



Com a aparição do caça soviético MIG-15, sobre a península da Coreia, o bando capitalista perde o domínio aéreo devido a grande performance do avião soviético. Por isso, a USAF(Força Aérea Norte Americana) põe em marcha a operação Moolah, que consiste em oferecer uma recompensa de 100 mil dólares e asilo politico para o primeiro piloto comunista que roube um avião e o leve para a Coreia do Sul intacto, para aplicar a tecnologia inversa e revelar seus segredos.

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MIG-15 na galeria de guerra da Coreia no museu nacional da Força Aérea dos Estados Unidos.


                                        Operação Moolah




A operação Moolah foi um intento da USAF, durante a guerra da Coreia, de obter um avião MIG-15 soviético com plena capacidade de voo. Quando as forças comunistas introduziram o MIG-15 na Coreia, os pilotos da USAF informaram que o rendimento do MIG-15 era superior aos caças da ONU, incluindo o mais recente avião da Força Aérea Norte Americana, o Sabre f-86.


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A operação se centrou em influenciar os pilotos comunistas para desertar indo a Coreia do Sul, entregando o MIG-15, e ganhando uma recompensa econômica e asilo politico. O dia 21 de setembro de 1953, o tenente norte coreano, No Kum-Sok, voou com seu MIG-15 para a base aérea de Kimpo, Coreia do Sul, sem que a Coreia do Norte percebesse essa operação.

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Foto da metralladora de um MiG-15 atacando um caça da USAF. 


A aparição do caça soviético MIG-15 sobre a península da Coreia em novembro de 1950, foi pensada para contra-atacar as aeronaves das Nações Unidas, especialmente os F-86 da USAF, o MIG superava o F-86 Sabre, em combates aéreos com uma maior aceleração inicial, deixando atrás de um salto, apesar do Sabre ter uma maior velocidade terminal.

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O MIG também era mais fácil de manejar quando por cima de 10 mil metros, já o F-86 era mais fácil de manejar por baixo dessa altitude. O MIG-15 também estava armado com canhão pesado de 37mm. Os planificadores militares dos Estados Unidos no Comando Aéreo Estratégico, estavam cientes dos canhões, mas sabiam pouco acerca dos aspectos técnicos da aeronave, incluindo o rendimento do voo.


Em fevereiro de 1951, ao redor de meia duzia de pilotos da Força Aérea soviética, visitaram a Coreia do Norte. Esses agentes, vestidos de civis, estavam ali para investigar a capacidade dos pilotos norte coreanos, e determinar se eram capazes de pilotar o MIG-15.
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Em março, os caças soviéticos da divisão 324a, foram enviados a Jilin, e começaram a treinar a primeiro promoção de pilotos norte coreanos no MIG-15,após um mês, esses pilotos junto aos soviéticos, entrariam no combate em nome da Coreia do Norte. Os soviéticos fizeram grandes esforços para ocultar sua participação, pintando seus aviões com cores e insignias chinesas e norte coreanas. Ao final da guerra, os soviéticos haviam proporcionado a metade as aeronaves e 5mil pilotos.

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MIG-15 entregue pelo piloto desertor norte coreano a Força Aérea Norte Americana.

                                                   Origens

Existem 2 explicações sobre a origem da Operação Moolah. De acordo com o então capitão Alan Abner, a ideia da operação originou-se na sua oficina em Washington DC. Os informes da inteligência informavam descontentamento dentro da Força Aérea Soviética.

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Uma segunda versão desta história, contada pelo general Clark, disse que a origem da operação Moolah foi de um correspondente  estreitamente ligado com ele, logo o general passou ao Departamento da Força Aérea em Washington DC. Segundo Hebert Friedman, o correspondente de guerra foi Edward Hymoff, chefe da oficina de serviço de noticias internacionais.

El dia que EEUU mando a robar un MIG-15 Ruso

Folheto de propaganda da Operação Moolah, prometendo uma recompensa de 100.000 dólares para o primeiro piloto da Coreia do Norte que entrega-se um MIG-15 soviético as forças da ONU.

                                                 Execução

No dia 20 março de 1953, os chefes do Estado Maior aprovaram o plano e foi remetido em 1 de abril de 1953, na comissão mista de psicologia na FEAF em Tókio, Japão, de onde foi enviado a Clark, com o nome Moolah. O plano oferecia 50.000 dólares há qualquer piloto que entrega-se um MIG-15 plenamente capaz, ou seja funcionando, a Coreia do Sul. O primeiro piloto ganharia um adicional de 50.000 dólares. O plano também incluía o asilo politico completo, um reassentamento num país não comunista, e o anonimato completo, se assim desejasse 

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SFC Furl A. Krebs carrega um adaptador de cluster M16A1, na planta de impressão de Yokohama, no Japão. O adaptador tipo bomba, contém 22.500 panfletos de guerra psicológica de 5 por 8.



O valor propagandístico seria importante para produzir uma deserção. A operação criaria temor na Coreia do Norte e China, a desconfiança de seus pilotos proporcionaria informações vitais para demonstrar que a União Soviética participava ativamente da guerra. Mesmo que as Forças da ONU, tinham a opotunidade de provar as capacidades do MIG-15 e estabelecer procedimentos contra o mesmo, e ver as vantagens técnicas que ttinha sobre o Sabre F-86

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                                             Estados Unidos



O general Clark, anunciou a oferta no dia 27 de abril, de 1953, em uma transmissão de rádio de ondas curtas, que foi traduzida para o coreano, mandarin, cantones e russo, transmitida por 14 estações de rádio no Japão e Coreia do Sul, a Coreia do Norte e China, Clark declarou:




''Para todos os valentes pilotos que desejam libertar do julgo comunista e começar uma nova vida, melhor, com a honra apropriada e refugio garantido, proteção, atenção humanitária. Se os pilotos assim desejam, seus nomes se manterão em segredo para sempre''.


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B-29 em voo sobre a Coreia 



Na noite de 26 de abril de 1953, dois bombardeiros B-29 Superfortress jogaram entre 1 á 2 milhões de folhetos  sobre as bases comunistas  próximo do rio Yalu. Esses panfletos foram escritos em chines, russo e coreano. Segundo o general Clark, imediatamente depois da caída dos folhetos, os aviões da ONU, fizeram contato visual com os aviões MIG-15 durante os 8 dias seguintes.

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Na noite do dia 10 de maio, bombardeiros B-29 deixaram cair um adicional de 40.000 folhetos nos aeródromos de Sinuiju e Uiju. E, se transmitiu a mesma mensagem entregue pelo general Clark, em abril, traduzido em chines, russo e coreano. Isso se repetira de novo na noite de 18 de maio, com um adicional de 90.000 folhetos.


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Os folhetos utilizados na Operação Moolah leva a foto de L.T Franciszek Jarecki, que havia voado com seu MIG-15 desde a Polônia a Dinamarca em março de 1953, para obter asilo politico.

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Tenente Kum-Sok piloto do MiG-15, fotografado em 1953, usando a  roupa de voo típica da Corea do Norte. 
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MiG-15 de No Kum-Sok, minutos despois de aterrizar em Kimpo. 



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MiG-15bis sob a custodia e a espera das provas de voo em Okinawa com marcas de da USAF as insignias refeitas.




Sequelas 


   No dia 21 de setembro de 1953, o tenente No Kum-Sok, voou num MIG-15bis, numero ''vermelho 2057'', do regimento 2 da Força Aérea Popular da Coreia, desde a base aérea de Sunan, nos arredores de Pyongyang, na Coreia do Norte, e aterrizou antes das 10:00 da manha, na base aérea de Kimpo, na Coreia do Sul. Foi levado de imediato para um interrogatório e exame fisíco. Depois, foi enviado de helicóptero para uma zona asilada da base militar dos Estados Unidos, em Oryuy-dong, nos arredores de Seul.

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Seu avião foi desmontado e carregado por um C-124 Globemaster, enviado no dia seguinte para a base aérea de Kadena, em Okinawa. O piloto não estava dentro da operação Moolah, e suas recompensas. Kum-Sok foi informado mais tarde pela CIA e se diminuiu a recompensa, que se tornou apenas uma universidade americana paga pela sua escolha.
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As consequências da deserção de Kum-Sok, levou a execução de cinco dos seus companheiros pilotos. Segundo Kim-Sok, a recompensa o motivou a desertar, por uma série de razões. Em primeiro lugar, a oferta foi feita através de panfletos lançados em bases aéreas no rio Yali, e nesse momento, todos os pilotos do MIG-15 encontravam-se estacionados em Manchuria.

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Em segundo lugar, inclusive a Força Aérea havia lançado panfletos em Manchuria, um piloto da Coreia do Norte, não havia confiado na autenticidade da oferta. Tão pouco eram os pilotos da Coreia do Norte em geral, conscientes do poder aquisitivo do dólar americano.

Se tivessem  garantido a liberdade e um trabalho nos Estados Unidos, havia sido visto uma oferta mais tentadora.
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Kum-Sok, respondeu á inúmeras perguntas relacionadas com o exército da Coreia do norte, e o apoio que recebeu da União Soviética e China. Também proporcionou informações valiosas aos pilotos de provas de estadunidenses, antes das suas avaliações com o MIG-15.
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As provas do MIG-15 duraram 11 dias. O estudo revelou que a aeronave era um lutador muito bom, mas carecia da sofisticação tecnológica das aeronaves americanas. Major Yeager foi capaz de voar no avião a Mach 0,98, antes de se converter perigosamente incontrolável. O MIG-15 tinha uma taxa de acenso mais rápida, e funcionava um terço de maior altitude que o F-86, sofreu de problemas de com a ocilação e pressurização  nas altas velocidades e giros, paradas repentinas irrecuperáveis, e uma bomba de combustível de emergência particularmente perigosa.

Apesar destas deficiências, Yeager e Collins determinou que o MIG-15 e o F-86 eram igualmente capazes. Demonstrando que a formação do piloto é o fator principal em uma guerra. Yeager disse''O piloto com mais experiência acertará o outro, não importa em qual você está voando''.

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Depois dos testes do MIG-15bis, os estadunidenses ofereceram devolver o avião para a Coreia do norte, mas não obteve resposta. O MIG-15, foi embalado e transportado para a base aérea Wright-Patterson da USAF, em Dayton, Ohio, e depois a aeronave foi doada para o museu nacional da Força Aérea dos Estados Unidos, onde permanece até hoje.
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                     Exemplo para as futuras operações psicológicas 

A operação Moolah, foi replicada em múltiplas ocasiões desde 1953, nacionalistas chineses , lançaram panfletos sobre a China continental, oferecendo entre 1.000 a 4.000 onças de ouro para os pilotos chineses comunistas desertarem para Taiwan, quando mais moderna fosse a aeronave, mais onças de ouro receberia o piloto. Em 1966, os chefes do Estado Maior aprovaram operações Fast Buck, uma réplica exata da operação Moolah, mas para assegurar o MIG-21, e um helicóptero Mil M-6 ''Hook'' soviéticos. Outros objetivos dessa operação também era adquirir inteligência, obrigar o governo do Vietnam do Norte a avaliar a fidelidade de seus pilotos e reduzir as incursões com o MIG.

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O registro do pagamento de $ 100,000 feito  a No Kum-Sok, como recompensa pelo MiG-15, entregue na Coreia do Sul.